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Robert capa e o Dia D por Canon CPS / publicação de 11-05-2018


Há exatos 74 anos ocorreu um momento decisivo para o desfecho da Segunda Guerra Mundial. E o lendário fotógrafo Robert Capa estava lá para fotografar tudo.

US troops assault Omaha Beach during the D-Day landings. Normandy, France., 1944 Estate Stamped Silver Gelatin Print – Robert Capa

Em maio de 1994, Capa estava em Londres e a celebrada revista Life avisou: deixe seu equipamento pronto e não fique longe do apartamento mais do que uma hora. O motivo era claro: a qualquer momento ele teria que ir com as tropas para o embarque. Segundo uma matéria da Vanity Fair, Capa só teve tempo de correr até uma loja para comprar um casaco elegante para a ocasião. Segundo consta, queria ser o mais bem vestido entre todos os homens do Dia D. Com 30 anos de idade, ele já tinha feito a cobertura da Guerra Civil Espanhola e tinha alcançado uma reputação de grande fotojornalista. Capa deixou o apartamento no dia 29 de maio. Na mochila levava 4 câmeras. Além de um lente. Em Weymouth na Inglaterra, ele ficou impressionado com a cena de preparação para a guerra. Imagine você, ter a sua frente uma imagem de uma frota de quase 7 mil embarcações. Operação Overlord foi a maior de todos os tempos tanto em planejamento quanto em logística e treinamento. Ao embarcar Capa recebeu um envelope com francos, um livro com frases em francês para conversação básica e camisinhas (os soldados usavam para colocar na ponta do rifle).

US troops assault Omaha Beach during the D-Day landings. Normandy, France., 1944 Estate Stamped Silver Gelatin Print – Robert Capa

De todos os cliques só 11 fotos foram reveladas. Capa estava com a divisão de anfíbios do primeiro regimento de infantaria. A maior invasão naval da história. Muitos disseram que o fotógrafo se tornou uma espécie de talismã da sorte para aquele grupo. As fotos não ocorreram só na batalha do Dia D, mas antes também na espera dentro das embarcações. Nos cliques de carteado entre soldados. Capa clicou oficiais, soldados rasos. Life esperava pelos filmes ansiosamente. O fotógrafo mudou de navio algumas vezes para cobrir a rotina em diferentes grupos. No dia da invasão, Capa fez questão de ir na primeira leva. Muitos diziam que ele nem precisava fazer isso. Foi chamado de insano. Enquanto isso, pela manhã do dia 6 o editor de imagens da Life ligou o rádio na BBC para acompanhar as notícias. Ansiedade obviamente. Para a Life o Dia D era o momento decisivo da Guerra. O fechamento da revista seria no sábado e ele só torcia para que desse tempo de receber as fotos de Capa. Life tinha 5 milhões de leitores. Era mais ou menos o que a internet é hoje para o mundo (junto com o rádio, claro). Capa trabalhava esporadicamente para a Life desde 1938. Ao contrário do que se imagina, as colaborações não garantiram um contrato fixo e ele sempre batalhou por isso. Talvez o Dia D resolvesse de uma vez por todas essa “injustiça”. O fato é que 160 mil soldados norte-americanos e aliados chegaram na praia da Normandia naquele dia às 6:30 da manhã de 6 de junho. Mais de 5 mil morreram.

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Tags: dia d, guerra, robert capa